Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Alguma História dos bairros parte 2

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
BAIRRO DE CAMPOLIDE

 


Outrora, o bairro foi local de vinhedos e de escaramuças. Um campo de lides `beira de Lisboa. Com o correr de tempo, as lembranças foram-se diluindo, até ficarem apenas os monumentos. Como o majestoso Aqueduto da Águas Livres” “Campos de lides” ou “Campolit” significa terra de cultivo ou espaço de desavenças com os invasores. Campolide já foi uma freguesia bem maior do que é hoje em dia. Abrangia as zonas de Campo de Ourique, Estrela, Lapa, São Bento e Santos, chegando mesmo até Alcântara. Toda esta área era habitada por construtores modestos. A Calçada dos Mestres presta homenagem aos que ergueram o túnel monumental que aproxima o Rossio de Campolide, ou o aqueduto que D. João V mandou criar para abastecer Lisboa de água. A urbanização foi posterior à Primeira Guerra Mundial. Antes o espaço estava reservado a quintas, pomares, olivais e vinhedos. Segundo testemunhos escritos do período afonsino, já nessa altura, o vinho de Campolide deliciava as pessoas da cidade. Escrituras de 1340 comprovam que uma parte das vinhas de Campolide pertencia a D. Fernando l. Esta cultura chega ao século XVl. Mas não era só vinho que ia para Lisboa. A fruta e o azeite também eram produzidos naquelas terras. Campolide é reflexo de um plano de urbanização que deu lugar a construções de pequenos proprietários, nos terrenos do Conde do Paço do Lumiar. Para além do Aqueduto das Águas Livres (*) e do túnel do Rossio (que liga o combóio entre o Rossio e Campolide), o bairro sustenta outras vias de acesso à cidade como o viaduto Duarte Pacheco, administrador da povoação nas décadas 30 a 40, Duarte Pacheco também dá nome a uma das ruas de Lisboa. Dos monumentos e edifícios destacam-se, igualmente, a Ermida de Nosso Senhor das Almas, o palacete Roque Gameiro, o relógio de sol da Rua de Campolide e o Batalhão de Caçadores 5. Recentemente, Campolide foi enriquecido pelo Palácio da Justiça. A antiga terra de lides é hoje um modesto mas audaz miradouro de onde se avista Lisboa. Ao longo dos tempos, a freguesia sofreu várias transformações física subsequentes à construção de novos bairros.
(*) AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES: “Quando, em 1748, a água correu pela primeira vez no Aqueduto, Lisboa festejou o acontecimento. Fontanários e chafarizes depressa se tornaram centros de abastecimento, de convívio e, não raro, de violentas discussões. Era um verdadeiro rachar de bilhas e de cabeças ! Enquanto a água corria fresca, “fervia” pancada em redor das bicas. Hoje, duzentos e cinquenta e dois anos depois, fontanários e chafarizes estão bem mais calmos. “... o caminho pedonal do Alto da Serafina até Campolide, passando por cima dos Arcos de Alcântara. Era o caminho que os saloios de belas e de Queluz percorriam quando se dirigiam à capital. Chegados ao Arco Grande, estamos a 65 metros acima do solo e pisando pedras que, no século XlX, foram testemunhas silenciosas dos assaltos de Diogo Alves...”. Uma rainha fresca... :” Ninguém melhor que a rainha D. Carlota Joaquina soube aproveitar o ambiente refrescante do Aqueduto das Águas Livres em Campolide. Quando os calores de verão apertavam, a rainha dirigia-se até à Mãe d’Água nova e por ali passava horas que, de refrescante, na verdadeira acepção da palavra, pouco tinham... Ao que diziam as más-línguas da época, a rainha ia refrescar-se não propriamente dos calores de Verão mas de “calores” de outra natureza ... Só assim se compreende, dizem ainda as más-línguas, que os filhos de Carlota Joaquina fossem uma bela “estampa” (quer ela quer o marido, D. João Vl, eram feissímos). Pudera ! Com a rainha a mudar de cocheiro (sempre escolhidos a dedo) de dois em dois anos... Se D. João Vl deixava muito a desejar no que toca a saciar as sedes da rainha, o mesmo não acontecia com o seu antecessor, D. João V. O monarca não só saciava a sede da esposa como de outras damas. Até em matéria de amores era magnânimo!
Quando lhe chamaram a atenção para as suas aventuras amorosas, que não eram do particular agrado do prior da corte, o monarca encarregou o cozinheiro de servir somente um prato de galinha ao eclesiástico. Farto de só comer galinha às refeições, o prior questionou o monarca sobre tão estranha ementa, Subtil, D. João V, o rei magnânimo, ter-lhe-ia dito: “Nem sempre galinha nem sempre rainha ...”. Se as pedras daquela Mãe d’ Água falassem...
O Sport Lisboa e Campolide teria sido fundado em 1925, numa taberna do bairro. Até 1939, ainda sem sede própria, a colectividade preocupou-se, principalmente, em desenvolver actividades no campo desportivo e recreativo. Organizadora da Marcha, o SLC tem outras práticas culturais e desportivas, como futebol de salão, a ginástica, o teatro e espectáculos musicais, etc.
 
MARCHA DE CAMPOLIDE
(Presente e Futuro)

“Segue em frente Campolide / É o que hoje te peço. / No teu qu’rer é que reside / Toda a força do progresso ...
Muita coisa já tens feito / Muito mais tens p’ra dar, / O amor só é perfeito / Se se pode partilhar
(Refrão)
Não fiques parado / Sem nada fazer, / Trabalho é suado / Para é morrer ... / No fim do milénio / Estuda e progride, / Aguça o teu génio / Por ti, Campolide !
(Bis)
Bem ousada tens a gare / Imponente e futurista, / Mas é sempre no ousar / Que o futuro se conquista ...
Se não fosse a ousadia / Que é génio, um tributo, / Não terias a alegria / De ter’s hoje o Aqueduto !...
Emprega-te a fundo / Trabalha sem peias, / Conquista o teu mundo / Sem falsas ideias ... / Do mau ambiente / Transpõe esse muro / De pé, marcha em frente ! / Conquista o FUTURO ! ...(Final)
No fim do milénio / Estuda e progride, / Aguça o teu génio / Por ti, Campolide !...
Do mau ambiente / Transpõe esse muro, / De pé, marcha em frente ! /
Conquista o Futuro !
 

 

 

 

 

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
BAIRRO de CARNIDE

 

 
 
“Para se conhecer Carnide há que deambular, sem destino definido, pelas antigas azinhagas. O inesperado pode ser descoberto: os portões enferrujados de uma quinta abandonada, o murete de pedra de uma velha exploração agrícola, a avenida de alcatrão que rasga o terreno baldio”.
Antigo povoado dos arredores de Lisboa, Carnide era um belo conjunto de quintas, hortas e casas ricas, além de possuir ainda conventos e um hospital. Ao longo da história, predominaram as funções religiosas, agrícola, artesanal, militar, industrial e habitacional, motivadas pela sua acessibilidade. No final do século XlX, o aglomerado que é hoje de Lisboa já possuía iluminação, água canalizada, posto de polícia, uma filarmónica, um teatro e duas escolas. Perde-se no tempo a origem rural de Carnide que também foi lugar eleito para veraneio dos nobres, que ali ergueram palácios e quintas ajardinadas. Desse passado ilustre, ficou uma herança patrimonial: o Palácio dos Condes de Carnide, o Palacete do Largo das Pimentas (actual Junta de Freguesia), a Igreja da Luz ou o Convento de Santa Teresa do Carmo.
A freguesia tem crescido muito a nível populacional desde que as grandes urbanizações chegaram ao bairro, o que aconteceu pelos anos 60. Mas Carnide velho continua a sobreviver, com as suas casas e a fácil relação entre vizinhos.
Fundada em 28 de Junho de 1913, a Sociedade Dramática de Carnide (SDC), mantém-se fiel aos seus objectos de carácter sócio-cultural. Inserido neste conjunto de objectos destaca-se a existência do Grupo de Teatro de Carnide, em actividade há 35 anos. O Grupo de Teatro tem sido merecedor de vários prémios, entre estes, registe-se a Medalha de Prata de Mérito da Cidade de Lisboa, vencendo ainda alguns importantes festivais de teatro, tanto a nível regional como nacional. A Sociedade Dramática de Carnide organiza a Marcha de desde 1966.


 MARCHA DE CARNIDE
(Carnide Lavrador)
Letra de Maria Valejo
Música de Mário Valejo
 


“Que belo é Carnide o Lavrador / Altaneiro na sua singeleza / Orgulhoso mostra que o seu amor / pertence a esta terra Portuguesa / deixou as hortas veio ver a cidade / engalanou-se vestiu fato novo / e marchar cheio de brio e com vaidade / por entrar nesta festa que é do povo.
(Refrão)
Carnide Carnide / Carnide que passa / Marchando ele mostra / Sua Lusa Raça / Carnide Carnide / Ai quanta beleza / Traz de braço dado / A Alma Portuguesa / Carnide Carnide / Canta em viva voz / A Língua bendita / Que é de todos nós.
Angola e Brasil também aqui vão, / Cabo verde marcha Pôs na alma a Fé / São Tomé e Príncipe ai quanta emoção / Cá vai Moçambique e também Guiné / Não esqueceu as Ilhas mais belas que viu / Herança d’avós d’amor sem igual /
Lembra Macau, Goa, Damão e Diu / Tudo em Português, viva Portugal!.

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
 BAIRRO do CASTELO

 

 
“As velhas muralhas foram palco de lutas entre mouros e cruzados. Mais tarde, do interior da cidadela, avistaram-se as naus que partiram à Descoberta de novos povos e mundos. Agora, o desafio é recuperar este
património histórico e dar melhor condições de vida aos habitantes do  bairro”.
A história de Lisboa começa no alto da colina do Castelo. O local onde se encontra hoje o bairro foi um dos primeiros a ser urbanizados. Situado num ponto militar estratégico foi, desde sempre, cobiçado por inúmeros povos. Em 1147, depois da reconquista cristã, D. Afonso Henriques transformou Santa Cruz do Castelo na primeira freguesia da Lisboa portuguesa. Ao construir nas torres sul a casa forte do tesouro e o arquivo da coroa, D. Dinis centralizou o poder neste espaço. Mais tarde, D. Afonso lll instalou aí a sede da corte, transformando Lisboa na capital do Reino. No século XlV, após o fim da guerra com Castela, D. João l resolveu incentivar o culto a São Jorge. O mártir guerreiro consagrou-se então defensor do castelo. Com o início da expansão marítima, viveram ali anos de grande fulgor. O Castelo foi, nesta altura, palco de inúmeras manifestações culturais e religiosas. Destaque para 1502, ano que em o Castelo assistiu ao nascimento do teatro português. Por esta altura, foi também construída a ermida do Espírito Santo, local de culto dos navegadores do Oriente. Com a transferência da corte para o Palácio da Ribeira, o castelo de São Jorge entrou num longo período de declínio. O terramoto de 1775 agravou ainda mais a situação ao provocar diversos estragos no berço da cidade. Depois de algumas reconstruções, o intendente Pina Manique levou para lá a primeira sede da Real Casa Pia de Lisboa. Nessa altura, o Castelo também funcionava como prisão. Em 1940, as atenções voltaram a estar viradas para o local. Nesta altura, pelas comemorações do centenário da formação de Portugal, teve lugar uma profunda reconstrução. O objectivo era devolver ao Castelo de São Jorge o seu aspecto inicial.
Actualmente, o município de Lisboa está a tentar renovar o bairro através do Projecto Integrado de Valorização do Castelo de São Jorge. A organização das Marchas Populares tem estado a cargo do Grupo Desportivo do Castelo, que desta forma, procura defender os usos e costumes de uma freguesia com uma forte tradição bairrista. A cultura e o desporto sempre estiveram na lista de prioridades da colectividade. As vitórias alcançadas com o futebol levaram, mais tarde, ao aparecimento do ténis de mesa e do basquetebol. Presentemente só pratica o futebol de cinco.


MARCHA DO CASTELO
(Vem p’rá roda que é Santo António)
Letra de Helder Carlos
Letra de Armindo Campos


“O meu castelo, iluminado / Dá gosto vê-lo / É relíquia do passado / Mas de verdade, doa a quem doa / Tem mocidade / E foi berço de Lisboa.Santo guerreiro, foste um valente / És padroeiro / Do Castelo e sua gente / Bom alfacinha, vem conhecê-lo / Sobe a escadinha / E entra no teu Castelo.
(Refrão)
Vem p’rá roda, rapariga / Dá-me o braço / E vem saltar à fogueira / Tem cuidado rapazinho / Hoje há festa / Vou dançar a noite inteira Mangericos, à janela / Vem p’rá rua / Que é dia de pandemónio / Sardinheiras encarnadas / Vem p’rá marcha / Que é noite de Santo António. Recolhimento minha rua / Sem um lamento / Se recolhe à noite a lua / Espírito Santo, saudades minhas / Te beijei tanto / Lá no Largo das Cozinhas.
Rua das Flores, rosas aos molhos / São como as cores / E a beleza dos teus olhos / Beco do forno abrasador / E em Stª. Cruz / Casarei com meu amor.
(Refrão)

 


MARCHAS POPULARES DE LISBOA
BAIRRO da GRAÇA

 

 
 
“Do alto da colina avista-se quase toda a cidade. A GRAÇA, com o seu miradouro e os seus eléctricos, é um poiso de turistas, esconde casais de namorados e dá refúgio às tradições alfacinhas”.
O local onde se situa o bairro da Graça é uma das primitivas colinas da Lisboa cristã. Como era uma importante zona estratégica, D. Afonso Henriques escolheu-a para montar o seu quartel general, em 1147. Conhecido pelo nome árabe de “Almofala”, era um subúrbio da poderosa “Aschbouna” , a Lisboa Mourisca. Nesta zona onde se encontrava o Almocáver, cemitério mouro, fundaram-se dois conventos de grandes proporções, o dos cónegos regrantes em São Vicentes e, um pouco mais acima, o dos Agostinhos. Ambos ficaram sob a invocação de Nossa Senhora da Graça.
A influência dos frades Agostinhos da Graça foi determinante na edificação urbana desta colina de Lisboa que, embora só tenha adquirido classificação administrativa numa época relativamente recente, a verdade é que se trata de um bairro e de um sítio bem demarcado há, pelo menos, três séculos. Da Graça que cresceu no século XV até ao terramoto de 1755 apenas sobreviveu o Convento dos Agostinhos, situado no Largo da Graça. Entre 1891 a 1911, do bairro de Santo António formaram-se outros dois, o da Estela D’Ouro e o Ermida. Assim, as ruínas dos velhos palácios deram lugar às vilas habitadas por uma população operária, numa zona cujas raízes mergulham na própria fundação da nacionalidade.
Dos primórdios da monarquia lusitana, o Bairro da Graça, guarda apenas os vestígios assinalados na capela da Nossa Senhora do Monte, erguida após a tomada de Lisboa. Este bairro voltou a fazer história na Implantação da república, uma época em que acolhe diversos nomes ilustres que se destinguiram na luta pela democracia.
O Clube Desportivo da Graça nasceu a 12 de Marco de 1935. Esteve desde sempre, ligado à cultura, beneficência e ao desporto. Na área do desporto, funciona com escolas de atletismo, futebol de cinco e ténis de mesa. Na área da cultura, a colectividade dedica-se quase em exclusivo à organização das Marchas Populares.


MARCHA DA GRAÇA
(Venham dançar com a Graça)
Letra de Ester Correia
Música de J. M. David


“A Graça tem / O Senhor dos Passos a passar, / Erguendo os braços para a Graça abençoar / E, o Santo António apaixonado / Que num suspiro contente lhe canta um fado.
A Graça tem / Nos arraiais muita alegria / Os seus balões são de eterna fantasia, / E um cavalinho sempre a tocar / Ela é festa de Lisboa, a cantar.
Há um cheirinho a manjericos; / Cravos sorrindo aos namoricos; / O povo acorda, o povo só dança, / No arraial ninguém se cansa.
As sardinheiras estão às janelas / A ver a Graça saltar fogueiras / E os santos populares, pelas vielas, / Atrás das moças bonitas, namoradeiras.
A Graça tem / O Senhor dos Passos a passar, / Erguendo os braços para a Graça abençoar / E, o Santo António apaixonado / Que num suspiro contente lhe canta um fado.
Está aqui a nossa Graça / Que é de Lisboa a sua graça, / Só ela abraça, só ela nos beija / com a ternura de quem deseja.
Só ela tem aquele olhar, / Num coração sempre a dançar, / A Graça salta de alcachofra na mão, / E acorda o sol ao sabor de uma canção”.
 
 
 

 MARCHAS POPULARES DE LISBOA
 BAIRRO da MADRAGOA

 

 
“À beira do Tejo, Madragoa sempre foi um local de cruzamento de raças e culturas diferentes, sem distinção, albergava os negros que amanhavam os campos e dava abrigo aos pescadores que fainavam no rio, e, na memória dos mais velhos, ainda ecoa o pregão das varinas”
A lenda conta que o bairro nasceu dos milhares de grãos de areia que as gaivotas transportaram para ali. A origem do nome perde-se no tempo. Há quem afirme que a palavra corresponde ao apelido de uma fidalga madeirense “Mandragam” ou que vem de “Madre de Goa”. Antes do terramoto, no século XVll, o bairro tinha o nome de “Moçambo” e não era mais do que uma pequena póvoa habitada essencialmente por pessoas de origem africana. No passado, parte da Madragoa foi um aglomerado de conventos e palácios, onde viveram as Trinas, as Bernardas ou as Inglezinhas. Ms foram os trabalhadores que deram vida ao bairro. Entre os séculos XVlll e XlX, a população sofreu grandes alterações. Nessa altura, veio para Lisboa muita gente da região da ria de Aveiro, em especial de Ovar, daí o nome ovarinas. Comercializavam legumes frescos e peixe. Posteriormente, grande parte destas pessoas optou por ficar na Madragoa. Na maioria, eram casais de pescadores e varinas. Era habitual ouvi-las apregoarem o peixe de canastra à cabeça.
De entre muitas das obras arquitectónicas da Madragoa, destaca-se o Palácio dos Duques de Aveiro, a Casa dos Marqueses de Abrantes e a mais antiga e modesta das capelas lisboetas, a dos Mártires. Também lá se encontra a Embaixada de França, onde Gil Vicente (depois do Castelo de São Jorge), deu início ao teatro português.
No coração do bairro, está a sede do esperança Atlético Clube, está a sede do Esperança Atlético Clube, fundado a 16 de Agosto de 1936. O clube organiza muitas iniciativas no campo cultural, como é o caso da Festa de São Martinho, do Dia da Criança ou da Festa de Natal. E desde 1982, o Esperança Atlético Clube é responsável pela organização das marchas populares da Madragoa. Em 1988, alcançou o primeiro Prémio de Canto e o segundo lugar na classificação global. No ano a seguir, o clube atingiu o quarto lugar da global e o primeiro Prémio de Coreografia.


MARCHA DA MADRAGOA
(Marcha Nova da Madragoa)
Letra de Frederico de Brito
Música de Raúl Ferrão


“Hoje é que a marcha vai / Que a Madragoa é linda / Vai de chinela vai / Pois é varina ainda.
Leva um arco e um balão, / Perna ao léu, e toca a andar, / É que a Madragoa / Corre Lisboa / Sempre a cantar.
Uma varina tem / Um riso bom que alastra; / Se uma tristeza vem, / Cabe-lhe na canastra. Arraiais de São João, / Quem os tem para nos dar ? / Só este bairro infindo /Que é o mais lindo / Da beira mar.
Andam balões no ar, / Quem é que não alcança / A espr’ança de os achar, / Aqui na velha Espr’ança.
Dê a volta pelas Madres, / P’lo Castelo do Picão, / Vanha bailar com ela, / À luz da vela / Do meu balão.
E se quiser cantar / O vira das varinas, / Já não precisa andar / Cantando pelas esquinas;
Vai pedir ao Guarda-Mor / Que lhe guarde uma qualquer, / Que lhe guarde uma qualquer, / Que tenha nos olhitos, / Os mais bonitos / Balões que houver.
(refrão)
Cabe toda a Lisboa / Na Madragoa / Que é pequenina; / E a Madragoa calma / Cabe na alma duma varina.
Sem que ninguém a gabe, / Tem não sei quê no jeito. / Só o meu bairro sabe, / Como ela cabe / Dentro do peito.
Colo da ave marinha / Olhos de tentação, / Sempre tão maneirinha / Cabe inteirinha / Num coração.
 

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
 BAIRRO da MARVILA


 
“As hortas e as pequenas quintas desapareceram em poucas décadas, com o advento da industrialização. As fábricas e as vilas operárias moldaram a paisagem de Marvila e o carácter da sua gente. Hoje, Marvila, é um bairro a
descobrir com urgência”.
O sítio de Marvila, tão velho quanto a fundação da nacionalidade, é dos bairros mais típicos da zona oriental da cidade de Lisboa. Até ao século XlX, sucediam-se agradáveis quintas nesta vasta zona de Lisboa e era grande a fertlidade das terras banhadas pelo Tejo. Por isso, Marvila era, até há pouco tempo, uma freguesia essencialmente rural, onde proliferavam as
quintas e as hortas. Ainda hoje, os exemplos são fáceis de detectar: a Quinta dos Ourives, a da Rosa, a das Flores, a das Amendoeiras, a do Leal, a do Marquês de Abrantes ... Estas propriedades eram exploradas, na sua maioria, por gentes originárias do norte do País e abasteciam os mercados ambulantes, espalhados pelo bairro e pela vizinhança. E, mais tarde, por toda a Capital. Ao antigo mercado da Praça da Ribeiro, a mercadoria chegava transportada por carroças. Essa população originária do norte trouxe muitos dos seus hábitos e costumes, nomeadamente, a Feira da Espiga, que poderá ter origem num costume dos hortelões nortenhos. Mas de zona rural, Marvila transformou-se, com o passar dos anos, em zona urbana de fisionomia bairrista e fabril. Todavia, ainda hoje se vêem vestígios de uma grande actividade hortícola. O palácio do Marquês de Abrantes, na rua de Marvila, ou o da Mitra, na rua do açúcar, são verdadeiros exemplares dos vários solares que ali foram edificados. Também os monumentos de carácter religioso abundavam, como o antigo Mosteiro de Marvila. No século XX, continuou a instalação de unidades fabris desde a rua do Açúcar até Braço de Prata. São deste período as tanoarias da rua Capitão Leitão e os armazéns de vinhos de Abel Pereira da Fonseca (que, pouco antes de morrer disse a seus descendentes “enquanto o Tejo tiver água, nunca deve faltar vinho a  Lisboa”). Hoje, estes armazéns estão transformados em centros culturais. A actual Marvila, freguesia criada em 1959, é bem significativa da zona
periférica de uma grande cidade europeia em franco crescimento. Beneficiou, consideravelmente, com a realização do grande evento que foi a Expo 98.
A Sociedade Musical nasceu a 3 de Agosto de 1885, em pleno Poço do Bispo, tendo sido transferida pouco tempo depois para o Pátio Marquês de Abrantes, vulgarmente conhecido como Pátio do Colégio. Esta colectividade centenária tem vindo a assistir, do interior do seu palácio medieval, à vertiginosa transfiguração do seu bairro, em parte devido à realização da Expo 98.
Contudo, no pátio onde está instalada a sua sede, o cariz e as tradições ainda continuam populares. A Sociedade Musical que organiza a Marcha de Marvila, representa orgulhosamente na Avenida da Liberdade toda a área das
freguesias de Marvila e do Beato.


MARCHA DE MARVILA
(Milenar Marvila)
Letra de Mário Silva
Música de Álvaro Martins


1ª Estrofe
“Imaginação, futuro !... / Milénios, passados são !... / Outro tempo e outro mundo: / Marvila, quer tradição!
Foguetão vem do futuro / Pelo tempo viajando. / E, travessando o “muro”, / Procura a animação.
1º Refrão
Santo António milagreiro / Como amigo e companheiro / Deslumbra’mente surgiu / Com resplendente clarão ! / E o santo do passado, / Como um novo coração / P’ro futuro é transportado / Já a dar inspiração !
(BIS)
2ª Estrofe
Este foguetão parou / Aterrando no passado !... / Veio ouvir os sons da alma / De novo, ser programado!
E surge um milagre novo ! ... / E tudo se transformou ! ... / Os “robots” já são o povo / Que a marcha antiga adptou !
2º Refrão
De joelhos, o futuro / Pede ao Santinho perdão ! / Por ter esquecido que a alma / É raiz da tradição. / Marvila aqui presente / Nesta festa popular: / Vê o terceiro milénio / A apar’cer e a raiar !
(BIS)
 
 

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
BAIRRO da MOURARIA

 

 

“Urbe antiga, povoada pelo mouros escorraçados pela conquista cristã da cidade. A Mouraria é um labirinto de ruas que sobem da praça do Martim Moniz em direcção ao castelo de São Jorge. Tão estreitas que, por vezes, o sol apenas consegue espreitar com esforço”.
Tão antigo como a nacionalidade, o bairro da Mouraria, após a conquista de Lisboa, em 1147, por D. Afonso Henriques, foi o local escolhido para albergar os mouros que se mantiveram na cidade. Era um território próprio que formava um núcleo populacional afastado dos cristãos. Mas antes da vitória dos cruzados, toda aquela zona era transformada por hortas e terras de cultivo. Os mouros dedicavam-se ao fabrico de azeite e *a olaria, ofícios de que restam ainda alguns vestígios, como os velhos lagares. No reinado de D. Manuel l, com a expulsão dos mouros e dos judeus, uma parte do bairro alojou populações cristãs, formando-se assim uma Mouraria a que podemos chamar aristocrática, onde se incluem o Coleginho – o primeiro colégio jesuíta do mundo - , a Igreja de São Lourenço e o Palácio da Rosa. O bairro ganhou má fama quando os marginais e as prostitutas passaram a ser frequentadores assíduos. Como, em regra, uns e outros se dedicavam ao fado, acabou por nascer a fama de que a Mouraria, o fado “canalha”, as cenas de facada e malandragem estavam ligadas por uma espécie de “cordão umbilical”.
Não é possível falar da Mouraria e da rua do Capelão sem recordar a Severa, célebre fadista que ali morou e morreu com apenas 26 anos de idade. O labirinto de ruas que compunha a parte baixa da Mouraria desapareceu na primeira metade do século XX, dando lugar ao espaço que é hoje o largo de Martins Moniz. Com elas desapareceram a antiga igreja paroquial, o palácio do Marquês do Alegrete e o respectivo arco.Grupo Desportivo Da Mouraria, fundado em 1 de Maio de 1936 e que se transformou numa das mais populares e castiças colectividades de Lisboa.
Organiza a marcha da Mouraria. Neste grupo, em tempos chamado os “Leões da Mouraria, pratica-se luta greco-romana, ginástica, boxe, futebol e ténis de mesa. A colectividade continua a ter como principais objectivos promover o desporto e a cultura. E, neste último caso, o expoente máximo são as sessões na famosa “Catedral do Fado Vadio”.


MARCHA DA MOURARIA
(Boémia e Fadista)
Letra de Ester Jesus Correia
Música de José Manuel Jesus


“Em todos os bairros de Lisboa, / O amanhecer / É fonte da nossa inspiração, / Mas Mouraria / Tu és o verso / Sempre perfeito da nossa canção.
Da guia até às olarias / Gente boa, / Um bairro que acorda a sorrir / Ès mouraria / És de Lisboa / És sempre dança / E a noite a cair.
Salta a fogueira / Dança a marcha e canta o fado, / Convida um beijo / É noite de Santo António. / Tenho um desejo / De acender um balão, pois então! / E de fazer amor / Sempre a teu lado.
Salta a fogueira / Dança a marcha e canta o fado, / Convida um beijo / É noite de Santo António. / Tenho o desejo / De acender um balão, pois então! / No meio do arraial.
Janelas abertas p’ra ver / A marcha passar, / As quadras com um sabro bairrista / Saem dos cravos / Dos mangericos / Feitas de sonho, grito de um fadista.
A boémia é sina de viver / Na mouraria, / Lisboa de voz sentida e quente / É uma chama / É um alento / É madrugada / De um povo que sente”.
 
 

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
 BAIRRO dos OLIVAIS

 

“O bairro está irreconhecível. A exposição mundial de Lisboa, dedicada aos oceanos, mudou por completo a sua face ribeirinha. Do tempo das oliveiras restam, ainda, a igreja e o coreto dos Olivais velhos”.
A paróquia de Santa Maria dos Olivais é tão antiga como a sua igreja. Os arqueólogos garantem que é habitada desde os tempos pré-históricos. Zona essencialmente agrícola, os Olivais foram sendo progressivamente conquistados pela indústria, chegando a ser considerada das áreas mais industrializadas no século passado. Talvez por isso, foi criado o concelho dos Olivais em 1860, englobando 21 freguesias. Mas esta condição durou apenas até 1886, quando volta a pertencer ao concelho de Lisboa. O território a que se chama Olivais Velho pode considerar-se uma verdadeira ilha no meio dos prédios modernos que o cercam. Essa área, possui uma riqueza histórica relevante. É aqui que se situa a igreja matriz onde, em 1700, existia um tronco de árvore com propriedades milagrosas. Este pedaço de oliveira assinalava a aparição da Nossa Senhora dos Olivais, padroeira do bairro. São ainda, de realçar os azulejos do interior do templo e um cruzeiro do século XVll. Depois, no largo principal, sobressaem o coreto e o chafariz. Hoje em dia, a freguesia de Santa Maria dos Oivais é uma das mais populosas na cidade de Lisboa e, no último ano, viu acrescentada uma mais – valia: a Expo 98, hoje Parque das Nações. Desde 1965, o Centro de Cultura e Desporto dos Olivais Sul (CCDOS) organiza a Marcha Popular dos Olivais, tendo já obtido algumas classificações honrosas. Fundado em 2 de Maio de 1964, o CCDOS, tem essencialmente preocupações de carácter desportivo e social. No plano desportivo, o Clube marcou presença numa série de modalidades incluindo ténis de mesa, basquetebol, andebol e futebol. No atletismo e na ginástica desportiva sobressaem vários recordistas nacionais, dois dos quais conseguiram as marcas mínimas necessárias para estarem presentes nos Jogos Olímpicos de Seul. Também a pesca desportiva merece destaque, pois foi três vezes campeã nacional.
 

MARCHA DOS OLIVAIS
(Hortelãs e Hortelãos)
Letra de Mário Silva
Música de Sales Martins


“Olivais que a marcha entoa / Renovado dia a dia: / Foste horta em Lisboa; / És guião: serves de guia.
Bandeirinhas tremulando, / Corações a palpitar ! / Sementinha germinando, / Vidas duras, doce amar !
(Refrão)
Hortelã e hortelãos ... / Foi o nosso começar ! / Coração nas nossas mãos, / P’lo futuro a trabalhar !
Couves, nabos, rabanetes, / Uvas doces, coisa boa ! / Plantámos, fomos crescendo, / Fizemos crescer Lisboa ! / Toca a banda no Coreto, / Dançam pares ao redor ... / Trabalhar e divertir, / Tratar d’ hortas com amor !
(BIS)
E nos serões, ocarinas / Reunidas, musicavam; / Moças novas em cantigas / Enquanto os pares dançavam !
Olivais ! ... Ó terra querida, / Que passado ! Realeza !... Vida, que vida, óh Vida !?... / Povo nobre, que nobreza !...
Verdes campos, malmequeres, / Entre olivedos ... Olivais / Bairro novo ...
Hortas antigas: / Exemplo p’ra muito mais !!?”
 
 
 

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
 BAIRRO da PENHA DE FRANÇA

 

 

“A água, o pão e o vinho são os elementos que constituem o brasão deste bairro. A freguesia é recente, tem apenas 50 anos de existência. Mas as suas tradições são tão antigas como a cidade”.
Freguesia criada a 13 de Abril de 1918, a Penha de França foi, durante anos, o local com mais habitantes de Lisboa.
Este bairro da zona oriental ocupa um dos pontos mais altos da capital e, do miradouro da sua igreja, avista-se o Tejo e boa parte da cidade. O que inicialmente não passava de uma ermida construída em madeira, deu lugar à igreja de sólida construção que remonta ao ano de 1597. A Igreja da Nossa Senhora da Penha foi edificada no então Cabeço de Alperche, hoje Alto da Penha de França. A igreja foi totalmente destruída com o terramoto de 1755 e, num local que era composto por quintas e hortas, ergueram-se imponentes e majestosos solares, onde viveram algumas famílias senhoriais. Reconstruída após o terramoto, a igreja actual possui no seu altar-mor a imagem de Nossa Senhora da Penha de França e, num dos lados, uma reprodução da antiga ermida. No outro extremo do altar está uma figura representando um homem adormecido com o famoso “Lagarto da Penha” que, reza a lenda, o salvou milagrosamente de um ataque de uma cobra. Umas da tradições mais antigas é a famosa "Procissão do Ferrolho”. Corria o ano de 1599, quando um surto de peste assolou a cidade. O povo da cidade, aflito, solicitou ajuda à Senhora da Penha. O mal foi debelado e os habitantes cumpriram a sua promessa organizando, todos os anos, uma romagem à Virgem. Os crentes participavam descalços na procissão e, entre a casa do Santo António, a Sé, a Mouraria e a Penha de França, batiam nos ferrolhos das portas para acordar os devotos.
O Sporting Clube da Penha foi fundado a 8 de Dezembro de 1939. Organiza a marcha do seu bairro. Na parte cultural já obteve vários prémios no Festival de Teatro de Amadores de Lisboa, em 1991, e honras de participação na iniciativa “Lisboa, Capital Europeia da Cultura”, em 1994.


 MARCHA DA PENHA DE FRANÇA
(Uma Estrela na Penha)
 Letra de Rosa Lobato Faria
Música de Fernando Correia Martins


(Refrão)
“Penha de França / Penha de França / Tu és criança entre as outras Freguesias / Penha de França / A tua trança / É penteada pela mão das ventanias / Penha de França / Ninguém se cansa / E a tradição uma vez mais vai ser verdade / Entra na dança / Penha de França / Bate ao ferrolho p’ra acordar / Toda a cidade.
Tens Lisboa / Toda a teus pés / Vês Alfama, vês Rossio / Vês o povo entrar na Sé / Vês os barcos singrar no rio, pois é .../ Foste ermida / De muita fé / Tens orgulho na tradição / E o ex-voto dum bom jacaré / Que salvou uma vez / Quem lá está a dormir / Na igreja que um bom Português / Prometeu ao Senhor em Alcácer-Quibir.
(Refrão)
Tens fadista / Tens foliões / Que marcaram no carnaval / Tens guitarras e tens brazões / muita casa senhorial, que tal ? ... / No convento de teus avós / Jesus Cristo vela por nós / Desde o tempo em que os Homens do mar / Iam ao Ferrugento beber e cantar / És Penha de França e de Vida / Que desce a Avenida / Que sabe marchar.
 

 

MARCHAS POPULARES DE LISBOA
 BAIRRO de SÃO VICENTE

 

 
“O santo padroeiro de Lisboa dá o nome à freguesia e à igreja onde, segundo a história, os seus restos mortais foram depositados por um casal de corvos que, graças a São Vicente, nunca foram olhados como aves de mau agoiro”.
O bairro de São Vicente está intimamente ligado ao nome do mártir padroeiro de Lisboa. A igreja de São Vicente de fora, cuja obra foi mandada erguer por D. Afonso Henriques em consagração ao santo de quem era devoto, é dos templos mais representativos desta cidade. O monumento foi reedificado em 1629. Junto à igreja encontra-se a Capela de Santo António, construída no mesmo local onde foram encontrados os ossos da mão de São Vicente.
Actualmente realiza-se junto à Igreja de São Vicente de Fora, a popular Feira da Ladra. Nesta feira, tipicamente alfacinha e quase tão velha quanto Lisboa, encontra-se de tudo um pouco: antigos gramofones e discos usados, roupa dos anos 60 e material militar, livros e ferramentas. Mas só às terças-feiras e sábados. Paredes meias, está o imponente Panteão de Santa
Engrácia. Um monumento nacional que demorou tantos anos a ser construído que até entrou no anedotório lisboeta com a expressão popular “obras de Santa Engrácia”. O Jardim de Santa Clara e o Palácio do Tribunal Militar, e edifício do mercado e o Hospital da Marinha são outros dos pontos de interesse da freguesia. O resto fica ao cuidado dos visitantes, que tanto podem deambular por travessas esconsas ou encontrar becos inesperados.
A Academia Leais Amigos, fundada em 27 de Abril de 1915, desenvolveu actividades na área de cultura e desporto, com prática do futebol e do ténis de mesa. A colectividade organiza, todos os anos, a festa no Largo da Igreja de São Vicente de Fora, com espectáculos de variedades durante as Festas Populares. E, para manter a tradição criada em 1934, vai mais uma vez desfilar em festa pela Avenida da Liberdade.


MARCHA DE SÃO VICENTE

(Por culpa do Manjerico)
Letra de António José
Música de João César

“À minha porta ouvi / Que alguém batia / Fui abrir e P’ra meu espanto / Vi que não estava ninguém / Mas logo descobri / No chão havia / Arrumadinho num canto / Um manjerico também ... / Trazia um verso assim: / Meu céu aberto / És tu e mais ninguém, repara e lê / O teu amor está tão perto / Só um cego é que não vê.
Quem é, quem o diz por favor / Quem é, quem é o meu amor / Ai manjerico vê lá bem o que fizeste ! ... / Já perguntei aqui ... ali / O bairro inteiro já corri / Tudo por culpa / Desta quadra que me deste / Quem é diz onde está / Quem é, quem é mas quem será / Hei-de encontrar, ainda não perdi a fé / Eu sei que mora em São Vicente / Já perguntei a toda a gente / agora falta, somente é saber quem é !
Não sei o que dizer / a tudo isto / Porque alguém deve ter visto / Quem foi que o deixou ali ... / Já andam pelo ar /Mas na boca dos vizinhos / A verdade não ouvi ... / Será que eu pensei / É quase certo / Mas se és, porque não diz ! Não sei porquê ! / O teu amor está tão perto / Só um cego não vê.
Que é, quem é diz por favor / Quem é o meu amor / Ai manjerico vê lá bem o que fizeste ! ... / Já perguntei aqui ... ali / O bairro inteiro já corri / Tudo por culpa / Desta quadra que me deste / Quem é, quem é diz onde está / Quem é, quem é mas quem será / Hei-de encontrar, ainda não perdi a fé / Eu sei que mora em São Vicente / Já perguntei a toda a gente / Agora falta, somente é saber quem é ! “.
 
Viva os bairros de Lisboa
consulta: http://www.carlosleiteribeiro.caestamosnos.org/Marchas_Populares/Lisboa.html
música: +
publicado por marchaslisboa às 07:35
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